
Moradores de Havana demonstravam sinais de exaustão na manhã de terça-feira, enquanto o quarto apagão nacional em um mês agravava a crise energética em Cuba.
José Ángel Castillo disse que dormir em parques está se tornando algo cada vez mais comum na ilha.
"Fazemos muito isso: os vizinhos levam colchões e lençóis, e ficamos deitados no parque conversando e contando histórias. Mas, por mais que tentemos seguir em frente, o peso do trabalho e das dificuldades acaba cobrando seu preço."
Já a moradora Maria Isabel Miranda relatou as dificuldades para armazenar alimentos e cozinhar em casa.
"Tenho dois filhos adolescentes e é muito difícil para mim. É complicado, muito complicado, quando falta energia e não conseguimos cozinhar. Tentamos preparar as refeições com antecedência porque temos gás, mas sem eletricidade é difícil passar uma noite, duas noites ou até três sem energia. E, ainda assim, precisamos acordar cedo, ir trabalhar e fazer nossa parte, porque essa é a nossa responsabilidade."
Autoridades do Ministério de Energia e Minas de Cuba afirmaram que a capacidade de geração do sistema continua muito limitada.
Isso provoca interrupções significativas até mesmo em províncias que já voltaram a ser conectadas à rede.