Política INTERNACIONAL
Violência marca protestos contra polêmica reforma fundiária na Argentina
A polícia utilizou canhões de água, gás lacrimogêneo e balas de borracha contra manifestantes em Buenos Aires. Os protestos são dirigidos contra um projeto de lei que, segundo críticos, facilitaria a compra de terras por estrangeiros.
07/08/2026 14h27
Por: Redação - Vinicius Fonte: Reuters Connect
Reuters Connect

Protestos contra uma controversa reforma sobre propriedade de terras terminaram em confrontos na quinta-feira na Argentina.

Na capital, Buenos Aires, a polícia utilizou gás lacrimogêneo, canhões de água e balas de borracha contra os manifestantes, que lançaram objetos contra os agentes de segurança.

Críticos acusam o presidente argentino, Javier Milei, de querer ‘vender a soberania nacional’ por meio da proposta.

Sob o lema ‘A pátria não está à venda’, milhares de pessoas se reuniram em frente ao Congresso Nacional antes dos confrontos.

Entre os participantes, estavam representantes de sindicatos, organizações sociais e veteranos de guerra.

“O que o governo e os seus bajuladores pretendem é entregar o nosso país, vender o nosso país. Com essa lei, querem que a Argentina deixe de pertencer aos argentinos. Eles querem que qualquer Estado ou qualquer pessoa possa vir à Argentina e comprar terras. E quando dizemos comprar terras, estamos falando de comprar nossos recursos, comprar nossa água, comprar nossas montanhas, comprar absolutamente tudo.”

"Estamos aqui hoje, debaixo de chuva, para enfrentar um governo entreguista, um governo que quer vender nossa pátria ao maior lance. Nem a quem tem o melhor projeto, nem a quem tem mais dinheiro. A nenhuma potência estrangeira, devemos entregar nossa nossa pátria.”

Pressionado, o governo retirou os dispositivos do projeto que tratavam especificamente da aquisição de terras por estrangeiros.

Mesmo assim, segue em busca da aprovação dos demais pontos da reforma, que visam reforçar a chamada ‘inviolabilidade da propriedade privada’.