O estreito de Ormuz seguirá bloqueado.
Foi o que afirmou neste domingo a Guarda Revolucionária do Irã, que exige que os Estados Unidos aceitem todas as condições propostas por Teerã, entre elas o pagamento de compensações pelos danos causados durante a guerra.
A rota estratégica para o comércio mundial de hidrocarbonetos permanece fechada pela república islâmica, que ataca regularmente navios que atravessam o estreito sem autorização.
Os ataques contínuos nessa via marítima, por onde antes da guerra os navios transitavam livremente, provocaram o fracasso de uma trégua alcançada em abril.
Os mediadores pedem que ambas as partes retomem termos de um memorando assinado em junho, que estabelecia uma acordo quadro para abrir negociações de paz.
A chancelaria iraniana afirmou que as conversas sobre o trânsito e a gestão do estreito de Ormuz “estão se aproximando de sua etapa final” com Omã, localizado na margem oposta do estreito.
No entanto, a diplomacia de Teerã advertiu que a reabertura da estratégica via marítima continua condicionada ao cumprimento de outras exigências e ao pagamento de compensações.
Também negou neste domingo que o Irã esteja negociando diretamente com os Estados Unidos e assegurou que ambas as partes se limitam a “trocar mensagens” por meio de intermediários.