
Idosos de Cingapura aprendem a saltar sobre corrimãos, rolar por superfícies inclinadas e pular de plataformas.
O instrutor de parkour, Tan Shie Boon, de 33 anos é o fundador da Movement Singapore.
As aulas pouco convencionais se tornaram virais na internet, mostrando participantes na faixa dos 60 e 70 anos dominando movimentos que desafiariam pessoas com metade da idade.
Tan começou a treinar idosos em parkour em novembro de 2017, depois que uma mulher de 64 anos procurou o esporte para melhorar o equilíbrio. Após dois meses de prática, ela já não precisava se apoiar em um andador para ir até a aula.
"Os tipos de exercícios que os idosos normalmente fazem, como zumba ou tai chi, não são suficientes para combater esse problema porque não desenvolvem força nem ensinam como amortecer uma queda.// Já no parkour, trata-se de uma disciplina muito intensa. Você treina o corpo inteiro, a percepção do ambiente, a velocidade de reação, e está caindo o tempo todo."
Para a aposentada Betty Boon, de 69 anos, três anos de aulas de parkour transformaram sua vida. Ela agora consegue carregar a própria bagagem por escadarias íngremes, enquanto antes dependia do marido ou do filho para ajudá-la.
"Foi maravilhoso, eu simplesmente descobri que era capaz de fazer isso"
Tan disse que o contraste entre a reputação perigosa do parkour e a participação de idosos desperta curiosidade.
"As pessoas ficam um pouco surpresas e pensam: espere um minuto, você quer dizer que eles ainda conseguem fazer isso, ou que estão fazendo isso melhor do que eu, que tenho metade da idade deles?"
Ao fim de cada aula, os participantes abraçam o instrutor e posam para fotos em grupo, com o rosto iluminado pelo sentimento de realização.
Cingapura, lar de cerca de 6,1 milhões de pessoas, está entre as sociedades que envelhecem mais rapidamente no mundo.
Em 2025, 20,7% da população tinha 65 anos ou mais. Um dos principais desafios enfrentados pelo país é como manter seus cidadãos saudáveis à medida que a expectativa de vida continua aumentando.