
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, continua sob forte pressão.
No último capítulo da crise na instituição, uma carta enviada nesta segunda-feira por três das seis confederações continentais UEFA, Concacaf e a asiática AFC destacou que o futebol ‘não pertence a nenhum indivíduo’.
A carta aberta, endereçada 'à família do futebol’, dizia: ‘a liderança no futebol não é uma posse. Não se trata de deter ou exigir o poder para si próprio’, O documento acrescentava que ‘quando a confiança é rompida por meio do engano, quando um indivíduo se coloca acima do coletivo que lhe confiou autoridade, este dever foi abandonado’.
O texto não é assinado pelos dois grandes apoios que Infantino mantém: a CAF, da África, que tem 54 federações nacionais, a influente Conmebol, com 10 federações, entre elas Brasil e Argentina, nem a modesta OFC da Oceania, com 13 países associados.
Até o momento único candidato declarado, Infantino, que comanda a Fifa desde 2016, precisa obter a maioria dos 211 votos dos membros da entidade para ser reeleito em março, para um novo mandato de quatro anos.
No sábado, a Fifa denunciou em um comunicado ‘um esforço contínuo e orquestrado por parte de alguns para minar a entidade e seu presidente’.
Um dia antes, o jornal britânico Telegraph publicou que Infantino, secretário-geral da Uefa de 2009 a 2016, teria utilizado seu poder para garantir a promoção de uma funcionária da entidade com a qual mantinha uma relação íntima.
A crise no mundo do futebol começou com a revelação, no fim de julho, do controverso projeto de Infantino de abrir a Fifa para investidores privados.
Após a rejeição de várias federações, o plano foi abandonado. Mas, desde então, o dirigente tem estado no centro das críticas.