Este poço comunitário em San Juan, Porto Rico, está funcionando sem parar.
Moradores chegam ao longo do dia inteiro, enchendo garrafas e carregando recipientes pesados de água escada acima e abaixo.
É uma tarefa cansativa, mas necessária, já que um programa de racionamento rotativo deixa milhares de residências sem água encanada por até 48 horas seguidas.
"Não temos conseguido lavar muita roupa. Temos quatro animais de estimação e também é muito difícil dar banho neles. É complicado. Somos cinco pessoas na casa, além dos quatro animais. É muita gente."
As restrições foram adotadas depois que San Juan registrou o julho mais seco de sua história, segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos.
Quase 68% da ilha enfrenta condições de seca.
As autoridades afirmam que o racionamento é uma resposta ao calor intenso, enquanto o fenômeno El Niño reduz as condições que normalmente trazem as chuvas do fim do verão para a ilha.
Caminhões-pipa percorrem as comunidades afetadas, mas não são suficientes para atender às necessidades diárias.
"Estou há duas semanas procurando água. Duas semanas. Não conseguimos lavar roupa. As máquinas não funcionam e a água nunca chega."
Além das famílias afetadas, empresas que dependem de fornecimento constante de água também sofrem os impactos.
A gerente de uma lavanderia, Lisvette Fragoso, afirmou que vem enfrentando problemas de pressão no abastecimento desde novembro do ano anterior e que o fornecimento é interrompido sem aviso prévio.
Na semana passada, a governadora de Porto Rico, Jenniffer González, disse não saber por quanto tempo o racionamento será necessário.
As previsões, porém, indicam pouco alívio no curto prazo.
Meteorologistas estimam mais de 70% de probabilidade de chuvas abaixo da média e temperaturas acima do normal até outubro.
“Está difícil! Se não chover, a situação vai piorar."