
Os cientistas estão preocupados com os registros de temperaturas dos oceanos e alertam para as consequências catastróficas tanto para o meio ambiente como para a economia em todo o planeta.
Primeiro, o aquecimento provoca uma expansão térmica da água e, consequentemente, um aumento do nível do mar, o que ameaça nações insulares especialmente vulneráveis no Pacífico ou no Índico.
Também intensificam as ondas de calor que fragilizam os corais, fundamentais para o ecossistema marinho, já que absorvem carbono; reduz a abundância de peixes em algumas áreas, com o consequente prejuízo para os pescadores.
E agravamentos meteorológicos extremos, como chuvas torrenciais e ciclones.
As ondas de calor marítimas podem levar ao fechamento de áreas de pesca devido a doenças, mortalidade de espécies ou simplesmente porque os peixes se deslocam para regiões mais frias do oceano.
Isso pode custar milhões ou até bilhões de dólares às comunidades afetadas.
Para os especialistas, há poucas soluções imediatas além de acelerar as políticas de combate às mudanças climáticas.
De acordo com o observatório europeu Copernicus, o calor atingiu níveis nunca antes registrados em agosto em escala planetária.
A temperatura média dos oceanos, sem considerada nas regiões polares, foi de 21,07ºC durante o mês, igualando o recorde de progresso em março de 2024.
Além disso, o verão de 2026 no hemisfério norte, entre junho e agosto, foi o mais quente desde 1993, devido em particular ao fenômeno natural El Niño, cujo episódio atual se perfila como especialmente intenso e se soma ao aquecimento global provocado pela atividade humana.
O aquecimento dos oceanos será um dos principais temas da próxima reunião da cúpula do clima organizada pela ONU, a COP31, em novembro, em Antália, sob a presidência conjunta da Turquia e da Austrália.