
O ministro da Cultura de Israel, Miki Zohar, pediu a abertura de uma investigação para identificar as fontes anônimas que acusam o Exército israelense de matar inúmeros civis em Gaza no documentário ‘NAZA’, premiado no Festival de Cinema de Veneza.
Em mensagem publicada nesta segunda-feira no X, Zohar afirmou ter contatado o Ministério do Interior para discutir a possível revogação da cidadania dos diretores Yuval Abraham e Rachel Szor, que segundo ele, teriam ‘falhado com seu dever de lealdade ao Estado e colaborado com o inimigo’.
O ministro declarou que solicitou uma investigação sobre como esses materiais foram obtidos, quem está por trás deles e se as atividades que levaram à sua coleta e publicação poderiam ter ajudado o inimigo em tempos de guerra’.
Zohar já havia acusado os diretores do documentário, que ganhou o Prêmio Especial do Júri em Veneza, de ‘traição ao Estado’.
O documentário ‘NAZA’ se baseia em depoimentos anônimos de 24 membros do Exército e dos serviços de Inteligência israelenses, que descrevem como, segundo eles, as forças israelenses matam civis deliberadamente em suas tentativas de eliminar membros do Hamas.
De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, cujos dados são considerados confiáveis pela ONU, os bombardeios israelenses no enclave causaram pelo menos 73.658 mortes de palestinos desde outubro de 2023.