
Uma onda enorme parece avançar sobre a fachada da Biblioteca Apostólica Vaticano.
A instalação faz parte da mostra “AQVA - Catástrofe e Maravilha” inaugurada pelo papa Leão 14 nesta segunda-feira, dia de seu aniversário de 71 anos.
O pontífice foi recebido por membros do clero, convidado e pelo artista francês JR, um dos destaques da mostra.
A obra principal, chamada “Diluvium”, cobre a fachada do edifício do século 16 e é a primeira intervenção artística criada especificamente para o exterior da biblioteca.
Segundo JR, a obra foi inspirada em uma gravura do Grande Dilúvio e simboliza os riscos enfrentados pela memória humana e pelos acervos históricos.
“Essa onda aqui e a água podem representar muitas coisas. Para a biblioteca, é claro, existe o medo de perder livros e arquivos da nossa civilização. Para mim, essa onda é algo que não podemos mais deixar de ver. Sabemos que ela está ali; às vezes, às vezes, aparece com mais força, como temos visto com as mudanças climáticas ao redor do mundo.”
A exposição abre um ciclo de cinco anos dedicado a abordar as ameaças ao patrimônio cultural, incluindo água, fogo, luz, insetos e a ação humana.
Durante a visita, Leão 14 também participou de uma celebração de aniversário com funcionários do local.
Ao agradecer a homenagem, o papai lembrou de sua ligação pessoal com as bibliotecas.
“Muitos de vocês talvez não saibam, mas minha mãe era bibliotecária, e hoje me encontro aqui, no dia do meu aniversário, para cumprimentar todos vocês.”
Depois de abençoar os presentes e receber aplausos, o pontífice soprou a vela do bolo preparada especialmente para a ocasião.