
O número de assassinatos de defensores do meio ambiente dobrou em 2025 no Brasil.
É o que mostra o relatório anual divulgado pela ONG Global Witness, que coloca o país como o mais perigoso do mundo para esses ativistas, depois da Colômbia.
Brasil e Colômbia concentraram 52% dos assassinatos de ativistas ambientais no ano passado, com 39 e 26 mortes, respectivamente.
O principal motivo das mortes no Brasil foram disputas por terras, um foco de conflito histórico entre indígenas e latifundiários no país.
Os ataques se concentraram nos estados de Rondônia e Pará.
A Global Witness denuncia a aplicação 'desigual' de compromissos relacionados aos direitos territoriais no país, que sediou a conferência climática COP30.
Na América Latina, região mais letal do mundo para esses ativistas, a maioria das vítimas são indígenas e agricultores, principalmente aqueles que vivem em áreas remotas com pouca presença do Estado.
O relatório destaca que a violência contra os ativistas ambientais 'é agravada pelo poder crescente do crime organizado, que gera um clima de corrupção e impunidade em toda a região'.
A ONG ressalta que os interesses das empresas extrativistas, que buscam explorar petróleo e minerais em ecossistemas frágeis, estão por trás de muitos ataques na região.
Um total de 124 assassinatos de ambientalistas foram registrados em todo o mundo no ano passado. Honduras e Filipinas ocuparam o terceiro lugar, com 12, seguidas pelo México, com 10