
A fama levou uma série de celebridades para as urnas nas eleições de 2026, mas, para muitos candidatos, o reconhecimento conquistado na televisão, na música e nas redes sociais não foi suficiente para garantir um mandato.
Em São Paulo, alguns dos nomes mais conhecidos da disputa ficaram de fora da Câmara dos Deputados. José Luiz Datena recebeu 51.078 votos. Sikêra Júnior teve 37.050. Silvia Abravanel recebeu 22.472 votos e Rachel Sheherazade, 22.453. Geraldo Luís somou 10.176 votos.
A lista também reuniu ex-participantes de reality shows e personalidades que construíram carreira no entretenimento. Adrilles Jorge recebeu 26.994 votos. Jean Wyllys, que já havia sido deputado federal, teve 18.073 e não conseguiu retornar à Câmara.
Outros rostos conhecidos da televisão também não conquistaram uma vaga. Netinho de Paula recebeu 19.336 votos e Eduardo Xaropinho do Ratinho, 15.382.
Na música e na internet, o cenário se repetiu. Baianinho de Mauá teve 7.442 votos, MC Gui recebeu 7.378 e Manoel Gomes, conhecido como Caneta Azul, somou 7.239. Marquito do Ratinho recebeu 1.595 votos.
No Rio de Janeiro, Antonia Fontenelle recebeu 3.873 votos. O ator Humberto Martins teve 1.124. Andréa Sorvetão também não conseguiu se eleger.
Os resultados reforçaram uma característica da eleição: popularidade e número de seguidores não significam, necessariamente, força eleitoral. Além do desempenho individual do candidato, a eleição para deputado depende também dos votos recebidos pelo partido ou pela federação, já que as vagas são distribuídas pelo sistema proporcional.
Para muitos famosos que entraram na política em 2026, a campanha mostrou que existe uma diferença entre ser reconhecido pelo público e conseguir transformar essa visibilidade em votos suficientes para conquistar um mandato.