
O escritor canadense Thélyson Orélien, alvo de denúncias de suposto uso de inteligência artificial em seu último romance, rebateu as acusações nesta terça-feira.
Em texto enviado à Agência France-Presse, Orélien afirmou que 'nenhuma frase' de seu livro 'foi criado por uma máquina' de inteligência artificial, mas autorizado ter feito plágios no passado, pelos quais pediu 'desculpas'.
Fenômeno literário na França, o autor está no centro de polêmicas há semanas depois que uma conta anônima no X o acusou de ter escrito 'quase integralmente' com IA o seu livro 'Era isso ou morrer, em tradução livre'.
O escritor também foi alvo de denúncias de plágio de textos publicados há mais de uma década no Canadá.
Orélien declarou que recorreu algumas vezes a ferramentas de IA para fazer pesquisas, mas que ele mesmo escreveu o livro, que chamou de fruto do seu trabalho.
O romancista de 38 anos, que também tem nacionalidade haitiana, relatou ter 'cometido que chamou de erros inaceitáveis' ao plagiar textos de autores renomados após chegar ao Canadá.
Pouco depois surgiu a polêmica, a prestigiosa Academia Goncourt, que concedeu o principal prêmio literário da França, retirou o nome de Orélien de sua lista de candidatos deste ano.