
Um tribunal de Seul tentou nesta quarta-feira que Pyongyang pagasse cerca de US$ 32,5 milhões para destruir um escritório na Coreia do Norte, que tinha como objetivo fortalecer as relações entre as duas Coreias.
De acordo com os meios de comunicação locais, o pedido pela destruição do Escritório de Ligação Intercoreano marca a primeira vez que Seul pede uma participação diretamente ao Estado norte-coreano.
O prédio foi construído no Complexo Industrial de Kaesong, inativo no momento, onde as empresas sul-coreanas costumavam empregar trabalhadores norte-coreanos.
O escritório abriu as portas em setembro de 2018, dias antes do então presidente sul-coreano, Moon Jae-in, viajar para Pyongyang para a terceira cúpula com o líder norte-coreano Kim Jong Un.
Cerca de 20 funcionários de cada lado ficaram no escritório durante os meses seguintes, até que as operações foram suspensas em janeiro de 2020 por conta da pandemia de coronavírus.
Pyongyang demoliu o prédio em junho daquele ano, após vários dias de tensão devido à ação de ativistas da Coreia do Sul que enviaram balões com panfletos contra o governo do país vizinho, o que levou a Coreia do Norte a classificar o escritório como 'inútil'.