
O Manchester City, o clube mais vitorioso da Inglaterra na última década, enfrentou um futuro incerto após uma comissão independente declarará os prejuízos de graves infrações financeiras relacionadas às suas contas entre 2009 e 2018.
De acordo com a decisão, o clube patrocinado por Abu Dhabi especificações 'falsos' com vários parceiros comerciais para inflar artificialmente suas receitas e reduzir custos em mais de 900 milhões de libras.
As irregularidades permitiram ocultar o verdadeiro estado de suas finanças, evitando assim violar os limites de gastos da Premier League e da Uefa.
Desde a compra em 2008 pelo xeque Mansour bin Zayed al-Nahyan, o City conquistou oito títulos da Premier League, quatro FA Cups e sete Copas da Liga, além de conquistar a primeira Liga dos Campeões da história do clube em 2023.
O Time rejeita as acusações e anunciou que vai recorrer da decisão antes do fim da semana.
Em meio à crise, Pep Guardiola, que comandou o clube de 2016 a 2026 com uma passagem vitoriosa com 20 títulos, manifestou nesta quarta-feira seu apoio à equipe.
O técnico espanhol de 55 anos escreveu no X que sempre vai apoiar o clube e que a situação vai ser superada.
Ainda se desconhece a magnitude das avaliações, mas a Premier League pode impor uma dedução de pontos, multas pesadas, rebaixamento de divisão ou até mesmo a expulsão do campeonato.
Também aumentam as especulações sobre uma possível retirada de títulos e futuras afirmações econômicas de outros clubes.
A decisão representa um dos maiores escândalos da história recente do futebol inglês e deixa em aberto o futuro de uma das potências do esporte europeu.